Os métodos de ataque continuam a evoluir com sofisticação, tornando cada vez mais complexo o processo de identificação de mensagens e e-mails suspeitos. Além disso, muitos gestores e colaboradores desconhecem o conceito de phishing ou não reconhecem como esse tipo de ameaça se manifesta na rotina corporativa, o que amplia a exposição a tentativas de fraude digital.
Ou seja, o risco do phishing é transversal dentro das organizações e não varia conforme cargo, formação ou tempo de experiência. Um colaborador em início de carreira e um diretor exposto a decisões estratégicas, estão sujeitos ao mesmo tipo de abordagem fraudulenta. Isso ocorre porque o phishing não depende do nível de conhecimento individual, mas da forma como mensagens bem construídas exploram comportamentos recorrentes do ambiente corporativo.
Por meio de comunicações que imitam fontes legítimas, criminosos induzem indivíduos a fornecer acesso a sistemas ou informações confidenciais. Ao acreditar que estão interagindo com uma fonte confiável, os usuários podem clicar em links ou compartilhar dados, possibilitando o acesso à rede da organização.
Como identificar um e-mail suspeito diante de ataques cada vez mais sofisticados?
À medida que criminosos passam a utilizar inteligência artificial para personalizar mensagens, acelerar campanhas e simular comunicações legítimas, a identificação do phishing passa a depender cada vez mais de contexto, leitura crítica e validação humana.
Mesmo com o avanço de ferramentas automatizadas, a experiência humana continua sendo decisiva. É claro que sistemas de segurança ajudam a reduzir o volume de e-mail suspeitos recebidos, mas ainda não são suficientes para interpretar todas as inconsistências no fluxo de comunicação. A maturidade está justamente na combinação entre tecnologia e análise humana, não na substituição de uma pela outra.
Outro fator relevante é o tempo. Ataques estão se tornando mais rápidos, encurtando o intervalo entre o recebimento do e-mail e o comprometimento da organização. Em estruturas enxutas, sem visibilidade adequada ou sem equipes preparadas para validar alertas, essa aceleração amplia significativamente o risco.
Nesse contexto, alguns sinais ganham ainda mais peso na identificação de e-mails suspeitos:
- O nome pode ser idêntico ao do cliente, fornecedor ou colaborador, mas o e-mail real é uma sequência aleatória ou domínio estranho.
- E-mails reais de conhecidos podem ser usados para enviar phishing, tornando o golpe muito difícil de detectar.
- Ameaças de bloqueio são outro tipo de mensagem típico de golpe, assim como falsos alertas de segurança de e-mails fingindo que houve um acesso suspeito em alguma conta, ou que a autenticação de dois fatores (MFA) expirou.
- Mensagens que pedem para escanear um QR code ou solicitação direta de senha/PIX, são casos cotidianos de phishing.
- Mensagens excessivamente personalizadas, que utilizam informações públicas do destinatário ou da empresa, indicam coleta prévia de dados e merecem validação imediata.
- Solicitações que fogem do padrão operacional, mesmo quando parecem legítimas, exigem confirmação por outro canal.
- Links que redirecionam para páginas intermediárias, plataformas conhecidas ou serviços legítimos também não devem ser tratados automaticamente como seguros.
- E-mails que incentivam instalação, atualização ou uso emergencial de recursos devem ser analisados com cautela, especialmente quando não fazem parte das práticas habituais da organização.
Como desenvolver maturidade ao lidar com e-mails suspeitos?
Ter maturidade ao receber um e-mail suspeito não significa identificar golpes de forma intuitiva ou confiar apenas na atenção individual. Ela é construída ao longo do tempo e envolve preparo, análise de comportamentos e a capacidade coletiva da equipe de reagir a tentativas de fraude. O phishing permanece eficaz porque se adapta rapidamente às rotinas corporativas e explora decisões tomadas sob pressão, volume de mensagens e confiança em comunicações aparentemente legítimas. Para reconhecê-lo, é necessário ter instrução específica.
Saiba como a Dédalo pode ajudar:
Conscientização contínua como base de preparo para prevenir phishing
A maturidade começa quando colaboradores e lideranças passam a reconhecer padrões de risco no dia a dia, e isso não acontece por meio de ações pontuais. Programas de conscientização contínua criam familiaridade com abordagens fraudulentas, reduzem reações impulsivas e estabelecem critérios claros para validação de mensagens, links e solicitações sensíveis. Esse processo transforma o comportamento individual em um elemento ativo de proteção, incorporado à rotina da empresa.
Na Dédalo, esse trabalho é conduzido por meio da Gestão Continuada de Conscientização, apoiada pela plataforma KnowBe4. As simulações de phishing reproduzem cenários reais enfrentados pelas organizações, permitindo que os usuários aprendam a identificar riscos em situações práticas. Os treinamentos são recorrentes, personalizados e acompanhados por indicadores que demonstram a evolução do nível de atenção ao longo do tempo.
Testes de phishing como instrumento de avaliação real
As simulações de phishing desempenham uma função estratégica ao revelar como colaboradores e equipes reagem diante de tentativas reais de fraude. Ao submeter a organização a cenários concretos, é possível destacar pontos de atenção, identificar perfis mais suscetíveis a ataques e mapear padrões de comportamento que demandam ajustes.
Esses testes não têm o objetivo de punir, mas sim de educar e prevenir. Por meio deles, a empresa obtém dados objetivos que servem para aprimorar processos internos e fortalecer políticas de segurança, tornando a proteção mais efetiva e alinhada à realidade do ambiente corporativo.
Além da Gestão Continuada de Conscientização, a Dédalo utiliza o Pentest, um teste de invasão executado por profissionais especializados, com foco em identificar falhas de segurança em sistemas, redes ou aplicações, através da simulação de ataques reais usados por invasores. Durante a realização do Pentest, são simulados ataques reais para fornecer uma avaliação precisa das vulnerabilidades e ameaças.
→ Para que serve um Teste de Invasão?
Por que simular um ataque cibernético?
A realização de testes de invasão permite identificar fragilidades que não costumam ser detectadas por análises convencionais, como falhas de software, configurações inadequadas e comportamentos que ampliam o risco operacional. Ao simular cenários reais de ataque, a organização passa a ter uma leitura objetiva da eficácia das medidas de segurança adotadas e da capacidade das equipes em perceber e responder a incidentes. Esse diagnóstico direciona correções antes que vulnerabilidades sejam exploradas, reduzindo impactos financeiros e danos à credibilidade institucional. Além disso, a prática contribui para o atendimento a requisitos regulatórios de segurança da informação, cada vez mais presentes em normas e auditorias, evitando sanções e exposições legais desnecessárias.
Além disso:
- Estudos recentes do mercado de segurança indicam que 94% dos incidentes cibernéticos tem início por meio de mensagens de phishing, reforçando o e-mail como vetor preferencial de ataque (Verizon Data Breach InvestigationsReport 2024).
- O phishing figura como um dos principais caminhos utilizados para a disseminação de ransomware, funcionando como ponto inicial para invasões mais complexas.
- Mesmo em ambientes que já passaram por ações básicas de treinamento, uma parcela significativa dos colaboradores ainda interage com mensagens simuladas de phishing, evidenciando lacunas comportamentais persistentes.
- O intervalo entre a ocorrência de um ataque originado por phishing e sua detecção completa pode se estender por vários meses, conforme levantamentos amplamente divulgados por organizações como a IBM.
Diante de um cenário em que ataques por phishing se tornam cada vez mais inteligentes e recorrentes, ter maturidade passa a ser um fator determinante de proteção. Reconhecer mensagens suspeitas vem de um processo que inclui preparo, avaliação de comportamentos, identificação de vulnerabilidades e validação periódica das defesas. Esse conjunto de ações permite antecipar falhas, corrigir fragilidades e reduzir impactos antes que se convertam em incidentes com efeitos operacionais, financeiros ou reputacionais.
Conte com a Dédalo para estruturar esse processo de forma contínua, alinhando conscientização, simulações de phishing e testes de invasão à realidade da sua organização!